Série Pilotos - Chico Landi

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Série Pilotos - Chico Landi

Mensagem  uaigabriel em Ter Fev 22, 2011 12:52 pm

Quem é o maior piloto brasileiro da história???

Emerson Fittipaldi?
Nelson Piquet?
Ayrton Senna?

Sem dúvida esses nomes estão gravados, mas ainda há vários outros importantes pilotos brasileiros que merecem ser lembrados.
Muitas vezes pensamos e admiramos os carros, mas os pilotos que guiam as máquinas também merecem ter seus nomes gravados na história do automobilismo, portanto depois de ler o post do Marcus sobre "La storia Pagani" pensei em escrever sobre os pilotos.

Acredito que este que escolhi mereça ser o primeiro a ser citado, afinal foi nosso primeiro piloto na Formula 1, verdadeiramente um pioneiro!!!

Francisco Sacco Landi, imortalizado como Chico Landi, nasceu no dia 11 de julho de 1907, em São Paulo.
Sua mãe era uma ítalo-brasileira e seu pai um italiano, Paschoal Landi, que desde cedo levava o pequeno Chico Landi às corridas dos Carroceiros de Santana, disputada em São Paulo.

Suas primeiras experiencias no automobilismo aconteceram já após o falecimento do pai, quando Chico comprou um Chevrolet Cabeça de Cavalo (o Chevrolet 28) em 1928, com o qual disputava rachas nas ruas de São Paulo.
Ele próprio lembrava: “Aprendi a correr naquele Chevrolet 28. No início tirava rachas que valiam 5 mil réis ao vencedor, numa época em que a lata de gasolina com 18 litros, custava 2 mil réis”
Logo começou a carreira de piloto no Circuto da Gávea, RJ, em 1934.

Venceu o GP do Rio de Janeiro, no “Trampolim do Diabo”, nos anos de 1941, 1947 e 1948. A mais bela e emocionante dessas vitórias foi em 1947, quando venceu os italianos Luigi Villoresi e Achille Varzi, que competiam com carros Maserati, iguais ao seu.

Ainda em 1947, Chico resolveu ir para a Europa, para assistir ao I Grande Prêmio de Bari. Porém, com o auxílio do amigo Achille Varzi, conseguiu uma Maserati e participou da prova. Com a belíssima atuação, foi convidado pelo Automóvel Clube de Bari para correr no ano posterior.
Pilotando uma Ferrari, com número de fabricação 004, correu de forma magnífica e venceu a prova, recebendo um trofeu enorme com a base de mármore de carrara. Na alfândega italiana, porém, quase ficou sem a taça, pois os italianos disseram que a mesma era uma relíquia. Todavia, o governo brasileiro interveio e Chico trouxe seu prêmio.
Este dia que entrou para a história do automobilismo brasileiro ainda conta com outra curiosidade. Os organizadores do GP de Bari, possivelmente por não contar com a vitória do piloto brasileiro, não possuíam o hino nacional brasileiro para ser executado, assim Landi recebeu seu trofeu e foi coroado o vencedor ao som da ópera O Guaraní, de Carlos Gomes.
Chico Landi foi o único piloto a conquistar por duas vezes o GP de Bari (1948 e 1952), que foi disputado em Bari, Itália, entre 1947 e 1956.

Nesse mesmo ano, disputou uma prova em Silverstone. O brasileiro liderava a prova, quando teve de parar nos boxes para trocar seus pneus. De volta a pista, com muito tempo perdido, recuperou-se espetacularmente e ainda conseguiu o segundo lugar.

Nesta época, convenceu o Enzo Ferrari a lhe vender uma de suas "Macchinas" (dizem que contou com a ajuda de Getúlio Vargas)... contudo, teve um enorme desgosto ao abrir o capô e constatar tratar-se de uma Ferrari já usada. Ele chorava e as pessoas pensavam que era emoção. Baixinho, confidenciou a um amigo a triste constatação do carro ser usado. O amigo aconselhou: "Não fala nada... ninguém precisa ficar sabendo". Esta Ferrari foi pintada com as cores nacionais (verde e amarelo), com o amarelo predominando.

Landi permaneceu na Europa por oito anos. Disputou provas contra todos os grandes pilotos da época entre eles Fangio, Farina, Ascari, Varzi e Villoresi.

Landi afirmava que para um piloto vencer, era necessário sorte: “Estávamos todos nós – Fangio, Villoresi, Ascari, Nuvolari e outros, reunidos num bar, conversando, quando um jornalista italiano perguntou a cada um de nós, o que era preciso para vencer uma corrida. Quase todos afirmaram que era preciso 50 % do carro e 50 % do piloto. Eu fui o último a responder, e disse que é preciso três coisas: sorte, depois, mais sorte; e, finalmente, muita sorte”.

No começo dos anos 50, os Alfa Romeo eram os grandes carros do automobilismo mundial, só que Chico nunca aceitou fazer testes com os Alfetta: “Eu gostava muito do Enzo Ferrari, que me orientou e confiou em mim. Então, eu preferia correr com os carros Ferrari e Maserati, mesmo sabendo que não tinha nenhuma chance contra os Alfetta”, disse Landi.

Em seis corridas válidas pelo Campeonato Mundial de F1, teve como seu melhor resultado uma quarta colocação no GP da Argentina de 1956.

Nos anos 60, fez aquela que ele considerou sua maior corrida: “Em 1960, com um Oldsmobile de passeio, fiz outra das corridas mais emocionantes da minha vida: levei minha mulher às pressas para a maternidade, onde nasceu minha filha”.

Logo após, inspirado numa Ferrari Shark Nose de 1961, Chico Landi e Tony Bianco criaram no início da década de 60, o primeiro Fórmula 1 brasileiro. Era o "Landi-Bianco F1", com motor Alfa Romeo 2000 ou Simca V8 2600, dentro das especificações da F1 daquela época.

Roberto Zullino, colunista do site Autoracing, relatou o seguinte sobre o carro: "Acho que foram construídos dois carros Landi F1. Um com motor Alfa Romeo do JK 2000 e outro com motor do Simca Chambord 2600. Embora a F1 fosse 1,5 litro na época, aqui eram chamados de Fórmula 1, embora tivessem motores maiores."

Landi correu até 1974, quando disputou a prova “25 Horas de Interlagos”, com um Maverick V8 Quadrijet nº. 4. Foi 3º colocado, junto com o filho Luiz Landi e Antônio Castro Prado. “Resolvi. Não entro num carro nem para experimentar. Quero completar um ano sem correr e, se isso acontecer, será a primeira vez, desde que comecei. Então posso ter certeza que parei”, disse Landi após a prova.

Landi ainda falaria: “Corri de 1934 a 1974, dando mais importância ao esporte do que à vitória. Na época da guerra, faltava gasolina, mas não faltava vontade. Peguei um Chevrolet 41, coloquei um gasogênio e fui campeão três anos seguidos: ganhei a Niterói-Campos, a Rio-Petropólis e a corrida da Pampulha”.

A paixão pela velocidade não permitiu que Chico Landi ficasse longe das pistas. Nos anos 1980 foi administrador do autódromo de Interlagos. Foi um dos responsáveis pela volta da Fórmula 1 a essa pista, mas no entanto, não conseguiu ver a prova de 1990. Chico faleceu no dia 07 de junho de 1989, vítima de insuficiência cardíaca. Seu corpo foi cremado e suas cinzas, espalhadas pelo autódromo de Interlagos.

Chico Landi na Fórmula 1:

Correu em 1951, 1953 e 1956, por Maserati e Ferrari. Disputou 6 GPs. Não conquistou nenhuma vitória ou pole position. Obteve como melhor resultado um 4º lugar no GP da Argentina em 1956. Acumulou 1,5 ponto na carreira na F1

valeu pessoal, depois continuo o post, agora tô com pressa...

uaigabriel
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Mensagem  marcus188 em Ter Fev 22, 2011 10:28 pm

parabens pelo post. foko muito bom mesmo. continue assim
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marcus188
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