Entenda a "demo de GT5" (analise Baixaqui Jogos)

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Entenda a "demo de GT5" (analise Baixaqui Jogos)

Mensagem  rodmoretti em Seg Dez 28, 2009 1:54 am

Entenda a "demo de GT5" (analise Baixaqui Jogos)


Desde o lançamento de seu primeiro título para PlayStation, a franquia Gran Turismo é tomada como referência para o gênero de corrida. Somando os dados mundiais de vendas do primeiro game ao título mais recente, Gran Turismo 5: Prologue, chegamos à assustadora marca de 53 milhões de cópias vendidas.

O sucesso da Polyphony Digital é indiscutível, entretanto, o verdadeiro Gran Turismo 5 já está há quase meia década em desenvolvimento, o que frustra a mídia e os jogadores, os quais aguardam ansiosamente pela experiência completa e pelos mais de mil modelos de veículos.

Mas esta semana trouxe uma boa novidade para os fãs da série: o lançamento da demonstração especial para a competição GT Academy, em um circuito inédito, que é uma variação de Indianápolis.

Alguns dos recursos vistos nas demonstrações em feiras como a Tokyo Games Show 2009 (a exemplo dos danos) ficaram de fora, o que fez com que muitos se decepcionassem. Mas colocaremos nossas críticas mais abaixo. Por enquanto, vamos aos detalhes da competição por tempo do GT Academy!

A competição começa!

Para aqueles que não sabem, o GT Academy é uma competição na qual os jogadores de Gran Turismo têm a oportunidade de testar suas habilidades, geralmente em corridas contra o relógio (Time Trials) dotadas de regras e restrições bem específicas, como mostraremos a seguir.[/justify]


Depois da fase seletiva, entram as premiações específicas para cada região. Nos Estados Unidos e Canadá, os melhores ganharão ingressos VIP (com direito a acompanhante e hotel) para as corridas Indy 500 ou o direito de baixar gratuitamente a versão de Gran Turismo para PSP.

Restrições severas

Mas é para os moradores de regiões europeias que o principal prêmio é voltado: os campeões ganham o direito de competir em um Nissan 370Z real, no circuito de Silverstone. Depois de algum treino e competições, os melhores podem sair do mundo virtual para se tornarem pilotos profissionais.

Como esta demonstração é na realidade um campeonato pelos melhores tempos ao redor do mundo, é no mínimo natural que sejam impostas restrições quanto às corridas. Em primeiro lugar, de todos os assistentes, o único disponível é o controle de tração. Mudanças em pneus, freios e assistentes para estabilidade estão fora de questão.

Também não há liberdade na escolha de carros: ou você seleciona o 370Z de fábrica ou a versão modificada (preta), com equipamentos especiais para a corrida e consequentemente bem mais veloz e estável.

O menu principal de ajustes (antes da entrada no evento) traz controle sobre a interface, sobre as unidades de exibição (quilômetros, milhas, torque e demais) e sobre a visualização do minimapa, que foi remodelado e está bem mais interessante.

Sensação inigualável

Partindo para as corridas, a primeira coisa que você notará será o quão diferente está o comportamento dos carros. Além da quase completa ausência dos assistentes, o modelo de reação dos carros é o profissional (Professional Physics), o que faz com que as respostas à freadas bruscas, fora de tempo, e aos impactos seja bem menos piedosa do que a tradicional.

Com um Dual Shock 3 em mãos, é uma tarefa realmente árdua controlar o Nissan 370Z (não modificado), ainda mais com os pneus N3: aceleradas bruscas nas saídas das curvas resultarão na completa perda do controle, com direito a giros completos e batidas que demolirão os seus tempos. A dica é remapear o acelerador para os gatilhos e pegar leve na fase de adaptação.


A versão tunada já é mais amigável, mas mesmo assim exige muita atenção. Em nenhum momento você percorrerá o trajeto despreocupado, até mesmo porque a sequência de curvas é violenta, cortando a pista principal do circuito.

Outra diferença crucial dos modelos de direção antigos para este atualizado é que você realmente percebe quando o carro está prestes a perder o controle. Não há como definir a sensação, mas se o carro começa a perder a tração e você não o corrige imediatamente, o resultado é certamente um acidente.

Por trás de um monstro

Indo para a câmera interna, podemos observar uma movimentação ainda mais dinâmica do veículo, que chacoalha muito com as ondulações do asfalto e responde prontamente aos freios e ao acelerador. Isso aumenta muito a sensação de imersão, e faz com que tudo pareça mais emocionante e veloz.

Apesar dos sons de cantadas de pneus serem praticamente os mesmos vistos até o momento (o que é um tanto irritante), o motor do carro parece ter sido regravado, estando bem mais imponente. As retomadas são como rugidos e a troca entre as posições de câmeras tem efeito imediato sobre o modo como o som é percebido.

A única reclamação é voltada à visão externa, que segue os movimentos do carro praticamente como se a câmera estivesse grudada por barras na lataria. Isso tira o dinamismo da corrida e pode deixar a imagem bem travada, dependendo do quão bruscas forem as suas viradas.

Uma possível solução seria deixar a câmera ligeiramente mais solta, mas até o lançamento do título final muitas coisas podem ser mudadas.

Gráficos de Gran Turismo?

Além da falta de danos, outra grande decepção que tivemos com esta versão de download reside no departamento gráfico. A qualidade de iluminação e a modelagem dos carros são dignas da fama da Polyphony Digital, mas para um circuito inédito Indianápolis está no mínimo simples...

Por todos os lados é possível ver torcedores feitos de papelão, com poucos quadros animados, cobrindo as arquibancadas. No estacionamento que fica ao lado do asfalto, carros em formato de caixas podem ser avistados. A grama agora é apenas uma textura lisa, ao contrário da encontrada em Prologue (que chega a balançar com a passagem dos carros).


Na visão interna as sombras criadas pelos mostradores e pelos dutos de ar são extremamente serrilhadas. Por fim, temos ao fundo árvores quase bidimensionais, com galhos que parecem montagens sobrepostas, apenas com o intuito de enganar o olho dos jogadores, que estarão concentrados nas curvas.

As tomadas mais belas que você verá serão as de replay (com ângulos dinâmicos de câmera que ocultam as falhas) e as próximas do asfalto, que mostram claramente a aplicação de distorção causada pelo calor (o fenômeno da difração), conhecido também como “Heat Haze”.

O problema da compressão?

Mas se a empresa fez um trabalho melhor no departamento visual, até mesmo com dezesseis carros na pista (como visto em Prologue), qual a razão da queda na qualidade? A resposta mais provável está na compressão de tudo, afinal de contas, este conteúdo cabe em míseros 200 MB de download.

Um dos fatores que apontam para isso é a qualidade do som (principalmente das faixas musicais), que se tornam abafadas e distorcidas de acordo com a sobreposição de motores. As texturas também não são tão detalhadas.


Tendo em vista os vídeos e as demonstrações já realizadas de Gran Turismo 5, não restam dúvidas de que o produto final será muito mais competente do ponto de vista gráfico.

E mesmo com tantas ressalvas quanto à apresentação gráfica desta versão de competição, uma coisa é inegável: a atenção da PolyPhony aos detalhes é soberba. A animação do piloto, por exemplo, mostra uma troca de marchas natural e movimentação do corpo de acordo com a ação da gravidade. Isso só pode ser visto nos replays, mas não deixa de ser um feito.

Desempenho consistente

Independentemente da complexidade dos cenários e da representação das corridas, o desempenho do game é invejável. Aos jogadores novamente é dada a opção de escolher a resolução do jogo. Em modo 720p (1280 x 720 pixels) a tela conta com a aplicação de Anti-Aliasing (MSAA) com 4 amostras.

Em 1080p, o jogo roda nativamente 1280 x 1080, deixando que o chip escalonador do console eleve a contagem horizontal de pixels até 1920. Com esta resolução selecionada, a contagem de amostras do Anti-Aliasing cai para 2.

Em todos os nossos testes, não observamos quedas significativas na taxa de quadros por segundo — que se manteve cravada na marca de 60 — e as quebras na imagem (dada a sobreposição de quadros incompletos, que é conhecida também como Screen Tearing) foram mínimas.

Uma propaganda enganosa

Depois de experimentarmos esta competição, saímos com duas impressões claríssimas em nossas cabeças. A primeira é a de que precisamos melhorar MUITO para podermos sequer pensar em disputar pelas primeiras posições do ranking global.

A segunda impressão é a de que a Sony está, no mínimo, cometendo um erro ao divulgar esta competição como uma demonstração promocional de Gran Turismo 5. Em primeiro lugar, a jogabilidade não é nem um pouco amigável para os novatos, que se depararão com o modelo profissional de direção e com a falta dos assistentes.


Muitos dos recursos novos (principalmente os danos) não “deram as caras”, o que faz com que o download pareça apenas um Gran Turismo 5: Prologue com física atualizada. O conteúdo se restringe a apenas dois carros (um modificado e um com os padrões de fábrica) e a uma pista que certamente não é a mais atraente.

Por fim, aqueles que vierem esperando os melhores gráficos do mundo das corridas sairão decepcionados com a falta de acabamento em diversos pontos do circuito. Como dissemos anteriormente, não temos dúvidas de que a versão final será superior visualmente ao que foi exibido pela versão competitiva. Mas nem todos os jogadores terão a mesma compreensão, e as críticas geradas por eles logo se voltarão contra a imagem da franquia.

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